quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ora aí está

Acho que me interpretaram mal...

Já é costume... porém exprimir-me também não é o meu forte. Ainda bem que comunico com vocês a maior parte das vezes através da escrita, porque a minha capacidade de expressão "falada" é umas mil vezes pior.

Acho que ando um bocado revoltada. Tenho-me confrontando recentemente com aquele tipo de pessoal que inicia agora uma vida a 2, de uma forma mais séria (tal como eu e o João, e como tantos de nós) e dou por mim a questionar-me o que é de facto ser fiel. Olhar, tocar, beijar, trincar? O que é?

Orgulho-me muito da relação que construí com o João, porque ambos vivemos parte das nossas semanas separados, e ambos somos sedentos de coisas novas e de ver "belas paisagens". Já o disse e volto a dizer... não levo uma vida mais boémia apenas porque não sou rica, porque se o fosse poderia tocar quiça a considerada "imoralidade".

A mim o que me revolta de facto são os falsos moralismos. Aqueles que todos nós temos, queiramos quer não. E eu tenho sinceramente tentado mudar em relação a eles. Fazemos de tudo para levar uma vida que seja considerada o mais "dentro dos limites possivel", mas a realidade é que a maior parte das vezes isso é apenas uma aparência, ou então é uma hipocrisia porque na realidade o que queriamos mesmo era jabardar... mas não, não podemos, porque somos comprometidos, ou porque as pessoas não iam entender, ou por outra coisa qualquer.

O meu namorado todas as semanas me conta dos assédios sofridos por uk, por vezes são fortes e levam-me a questionar os meus/nossos limites. Mas a verdade é que ele próprio também ouve de mim palavras que o poderiam ferir de alguma forma.

Somos um casal que olhando para o panorama geral, muito à frente. Até à data ele tem contado sobre os 6 shows que viu no red light ou outros que vê no red lepard por leeds e eu tenho, da mesma forma que ele, expandindo horizontes. E acho que é assim que tem de ser. Se não o fossemos seriamos hipócritas, mentirosos ou pouco genuinos connosco mesmos e um com o outro.

Namoro há quase 8 anos e 1/2, e no inicio do nosso namoro, como é evidente eramos possessivos, ciumentos, mas as nossas seguranças evoluem, o nosso amor próprio. É esse o sentido natural de uma evolução saudável.

Não quis magoar ninguém com o post anterior, mas os comentários ao meu post da Priscilla, tive de reagir. Não directamente contra vocês mas contra os falsos moralismos que me custam tanto ultrapassar.

Os ultimos meses têm sido cruciais para mim, tenho tido uma outra perspectiva, muito diferente daquela com a qual nos habituamos a conviver no dia a dia. Acho mesmo que como sociedade temos de mudar. Temos e podemos ser tão mais felizes do que somos. Por que continuar a manter o falso moralismo?

Curtam a vida pessoal... e fiquem bem!;)

14 comentários:

Luis disse...

A que te referes com o "falso moralismo" ?

João disse...

julgo que a "mais que tudo" se refere aquelas pessoas que dizem "que nojo!!!" quando vêm uma bailarina ou quando se fala de ir a clubes de strip, mas depois passam horas na net a ver pornografia e videos de gajas a dançar enquanto se despem.

João disse...

Passar um fds em Leeds e o compromisso sobreviver é algo do qual me orgulho!

as tentações são como (ou quase) as bruxas...

nunca as vi, mas que as há... há!

lolol

Paulo Ferreira disse...

Pior que um cego é aquele que não quer ver!
Por isso é que todos nós olhamos e não estamos a cometer uma traição.

Paulo Ferreira disse...

Quero deixar uma palavra de apreço para o João e para Inês porque considero que a vossa relação é muito parecida com a minha com a Liliana.
Estou muito orgulhoso de voçês, e espero que a vossa relação dure para sempre.
É muito bom viver com a pessoa que se ama não é?

Beijos.

FM disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
FM disse...

concordo que olha não é traição....mas o teu conceito de traição é esquiso

Paulo Ferreira disse...

Qual conceito pá??
Não sejas tony :) !!!!

Inês disse...

Obrigado Paulinho!:)

Luis disse...

Eu acho que as coisas são simples:

Tal como cada 1 tem os seus gostos, cada 1 tem os seus julgamentos.
E quem diz cada 1, também pode dizer "cada 2".

Cada casal é como é, como acha que deve ser uma relação (ou pelo menos como idealizou a sua relação) e cabe a ambos levar isso a bom porto! Logo que joguem dentro dos limites impostos por ambos........ continuamos a ser livres, dentro da "prisão" por nós estabelecida.

Há também uma ténue linha separa o ser possessivo e o preocupar-se. E às vezes é preciso fazer bem a distinção entre ambos. Que apesar de bem diferentes ... os sintomas são bem parecidos :P

Eu acho que a base da não-traição, mesmo jogando pelas regras impostas no casal, começa pela confiança (... nem me acredito que estou a escrever isto ... pq se namoram, tem que haver confiança) e pela comunicação aberta.

Pessoalmente, prefiro ser sempre eu a contar tudo o que me acontece, o que se passa à minha volta, o que sinto, etc, de livre vontade, do que me ver "entre-a-espada-e-a-parede" e ter de contar à pressão, ou pior ainda, que "ela" venha a saber por 3ºs. É nesta base de confiança e abertura que uma relação deve ser mantida (na minha opinião). Para evitar "traições".

Quanto aos falsos moralistas, há que saber conhecer as pessoas e começar a "dar o desconto".

>)
ATENÇÃO: espero que isso dos falsos moralistas, não seja para pessoas que "dizem mal" de feiras eróticas!! >)

ML disse...

Tchiiiiii tanto post para ler!!!!! :))

Se não tivesse a fazer que trabalho muito, dava agora a minha opinião!

A teoria é muito bonita mas vai-se a ver e… na prática não tem nada a ver!!!!!!

ML disse...

João e Inês, vocês são grandes!! Congratulations!!

João disse...

somes grandes, gigantes com 2 metros de altura

uhuh yah yah faz faz...

Luis disse...

Com essa música joão, desceste (mais uma vez) na minha consideração!

>)